4 de fev. de 2018

PASTAGEM GANHA PROTEÍNA COM INOCULAÇÃO



De acordo com a Embrapa Soja, a inoculação do capim-braquiária com estirpes selecionadas da bactéria Azospirillum brasilense promove o incremento na produção de biomassa e no conteúdo de proteína. “Com a inoculação, as forrageiras poderão dispor de 25% a mais de proteína, o que irá melhorar a qualidade nutricional da alimentação dos animais”, relatam os pesquisadores da Embrapa Mariangela Hungria e Marco Antonio Nogueira.

De acordo com os especialistas, o Azospirillum brasilense é classificada como “bactéria promotora do crescimento de plantas”, e o principal efeito desse microrganismo é a produção de fitormônios: “Com o maior crescimento das raízes, a capacidade da forrageira para explorar o solo em busca de nutrientes e água é ampliada e permite, inclusive, maior aproveitamento do fertilizante aplicado”.

Segundo a Embrapa, estima-se que o Brasil tenha cerca de 180 milhões de hectares ocupados por pastagens, a grande maioria com braquiárias. Desse total, cerca de 70% encontram-se em algum estágio de degradação.

“A recuperação de áreas com pastagens degradadas de braquiárias, usando a combinação de fertilizante nitrogenado e Azospirillum pode trazer, com baixo custo para o agricultor, um grande impacto na agropecuária brasileira, não só pela maior produção de biomassa, mas também por meio da melhoria na qualidade proteica na alimentação do gado”, relata a pesquisadora.

Além de ganhos qualitativos, completa a Embrapa, a inoculação de braquiária com Azospirillum também traz benefícios ambientais, ao favorecer o sequestro de carbono da atmosfera pela maior produção de biomassa de forragem, estimado em, aproximadamente, 100 kg de carbono por hectare por ano (C/ha/ano). O carbono absorvido pela planta é convertido em biomassa, portanto, para gerar mais biomassa, a planta retira mais carbono da atmosfera.

“São números que ajudam a viabilizar uma agricultura mais sustentável e com responsabilidade ambiental, sendo uma tecnologia em plena sintonia com as metas do governo brasileiro no Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC)”, afirma o pesquisador Marco Antonio Nogueira.

MILHO E TRIGO

Um dos produtos que contém a bactéria fixadora de nitrogênio Azospirillum brasilense (Cepas Ab-V5 e Ab-V6) é o SimbioseMaíz – um inoculante para milho e trigo. “A alta qualidade em sua fabricação faz com que o SimbioseMaíz tenha uma concentração de 5x108 células por ml do produto, sendo essa a maior concentração do mercado nacional de inoculantes para gramíneas”, afirma a Simbiose Agrotecnologia Biológica.
Fonte: Agrolink

29 de jan. de 2018

É PRECISO CUIDAR MAIS DAS ASSOCIAÕES PARA QUE ELAS NÃO ACABEM SEM GERAR FRUTOS.

Associar-se em prol de  objetivos consubstanciados pela ideia da coletividade é uma das premissas das organizações comunitárias identificadas como associações.No município de Malhada são inúmeras que "organizam" e instrumentalizam centenas de munícipes para incrementar em suas comunidades aquele ou aquela atividade que lhes fazem jus as operacionalizá-las. No entanto, com senso de diagnóstico empírico in locus, é acertadamente afirmar que muitas destas organizações estão fora do foco ou distante da real visão que deveriam ter em relação aos seus potenciais.em suma,todos focam e assumem uma postura de associados para o que der e vier...É mais que comum encontrarmos associações criadas por acaso, sem objetivos definidos conforme seus potenciais ,tanto da clientela como do ambiente a ser desenvolvido.É como se fosse peixe tentando viver fora d'água.Sem chances!
Este é o contexto encontrado em muitas comunidades rurais que englobam o cenário campestre do município de Malhada.Antes mesmo de se instalarem como uma comunidade organizada, se apresentam ou deixam transparecer que, se não buscarem a própria capacidade de organização de tempos em tempos ;estarão fadados ao fracasso nos negócios de empreendedorismo coletivo.É preciso focar na opinião própria do grupo e não individual para que o tempo de superação das burocracias seja diminuto ,irrelevante e aceitável.
O hábito de habilitar-se a  enxergar o futuro são para poucos, principalmente quando se refere à ação de empreender para crescer integralmente todos os agentes de um grupo organizado.E não há mais nada ou nenhum elemento mais promissor do que entender este processo.Não importa o seu tamanho no sentido de potencialidade, mas a sua agilidade para conseguir sair na frente quando se participa de processo de financiamento acirrado e muito disputado como é o caso destes programas governamentais . 
Este avanço só ocorrerá quando os gestores municipais,independente de quem seja, implementar políticas de apoio técnico administrativo,reconhecendo a importância que estas organizações exercem no processo de desenvolvimento do município.

11 de set. de 2017

PRODUTORES MALHADENSES APERFEIÇOAM A TÉCNICA DE CLONAGEM MAIS ANTIGA DO MUNDO


https://agromalhada.blogspot.com.br/2017/09/produtores-malhadenses-aperfeicoam.html



Ainda nos tempos de hoje, a estaquia, técnica milenar de propagação de plantas, tem um papel muito importante na clonagem de plantas frutíferas em todo mundo.Mesmo não se caracterizando mais como uma tecnologia contemporânea, agricultores vem se valendo deste conhecimento para propagar frutíferas e antecipar o potencial produtivo das plantas.Como incremento para tal foi incorporado algumas técnicas auxiliares como o uso de enraizadores naturais,material propagativo,substratos e material inerte.Na ocasião foi apresentado aos produtores todos os procedimentos técnicos básicos para propagar com 100 % de eficiência.

Foto: Agromalhada
A estaquia permite reduzir o tempo previsto para produzir seus respectivos frutos.No experimento foi usado estaquia de limoeiro,amoreira,romã, acerola e umbuzeiro.Todas as tentativas foram executadas com êxito e apôs trinta dias de início do evento,as novas brotações apareceram, inclusive com a presença de frutos, uma vez que foram produzidas plantas clones já com a fisiologia e ou estágio fenológico reprodutivo.  
A técnica permite aos agricultores ou aos simpatizantes da propagação de plantas tornar rentável a venda de mudas livres de doenças e com  características fiéis da planta matriz.Dentre os produtos usados,cita-se o uso de vitaminas e ácidos orgânicos para potencializar o enraizamento das estacas.
Foto: Agromalhada   


     

10 de jul. de 2017

ENFEZAMENTO DO MILHO: SAIBA COM CONTROLAR

Resultado de imagem para enfezamento vermelho
www.biogene.com.br

As doenças do milho denominadas enfezamentos são causadas por molicutes (espiroplasma e fitoplasma), que são microorganismos semelhantes às bactérias e têm causado muitos prejuízos às lavouras, especialmente nas regiões mais quentes do Brasil, onde o milho é cultivado em mais de uma safra por ano.

O espiroplasma é responsável pela doença denominada enfezamento-pálido e o fitoplasma é responsável pela doença denominada enfezamento-vermelho. Os molicutes afetam o desenvolvimento, a nutrição e a fisiologia das plantas infectadas, e consequentemente, a produção dos grãos.

As plantas doentes produzem bem menos grãos que as plantas sadias, a redução da produção de grãos na planta doente pode chega a 70% em cultivar susceptíveis às doenças. Os últimos surtos epidêmicos da doença superaram esse índice de perda nas regiões oeste da Bahia, sudoeste de Goiás, Triângulo Mineiro e o noroeste de Minas Gerais.
Sintomas do enfezamento

Os sintomas se manifestam mais na faze de produção das plantas.

Enfezamento-pálido
Manchas cloróticas e independentes na base das folhas que, posteriormente, se juntam e formam bandas grandes;
Entrenós menos desenvolvidos;
Planta com altura reduzida (enfezadas);
Brotos nas axilas das folhas;
Colmo e folhas adquirem cor avermelhada.



Enfezamento-vermelho
Plantas severamente enfezadas (ou seja, menor altura);
Maior intensidade da cor vermelha;
Perfilhamento abundante nas axilas foliares e na base das plantas.


Como ocorre a transmissão

A transmissão da doença ocorre de uma planta de milho doente para uma planta de milho sadia por um único inseto-vetor, denominado de cigarrinha do milho. As cigarrinhas são pequenos insetos, que apresentam coloração amarela-palha, com duas manchas circulares negras bem marcadas no alto da cabeça, o que permite diferenciá-las de outras cigarrinhas comumente encontradas na cultura do milho.

Reveja a palestra online “A cigarrinha do milho prejudicou sua safra? Saiba os cuidados que deve tomar para se prevenir e como proceder com o manejo.”

As cigarrinhas-do-milho sugam a seiva das plantas de milho e se inserem no interior do cartucho das plantas, o ciclo biológico do inseto é influenciado pela temperatura, mas em média dura cerca de 25 dias.

Os espiroplasmas e fitoplasmas são adquiridos pelas cigarrinhas durante a alimentação do inseto nas plantas doentes. Esses microorganismos atravessam as paredes intestinais, caem na hemolinfa (“sangue dos insetos”), se espalham por diversos órgãos e passam a se multiplicar no interior dos insetos, principalmente nas glândulas salivares de onde são inoculados em plantas sadias quando as cigarrinhas iniciam o processo alimentar.

Quando a cigarrinha adquire os molicutes, ela se torna transmissora da doença enquanto viver.


Como controlar

O controle da doença é feito através de medidas preventivas que os agricultores devem adotar. Dentre elas:
Evitar semeadura do milho próximo a lavouras mais velhas e com alta incidência de enfezamentos;
Semear mais de uma cultivar de milho;
Tratar as sementes com inseticidas registrados no Ministério da Agricultura para controlar a cigarrinha;
Sincronizar a semeadura do milho com o período de semeadura adotado para a maioria das lavouras da região.
Interromper temporariamente o cultivo em regiões de alta infestação para eliminar tanto as doenças, quanto os insetos vetores.
Não deixar na área plantas de milho voluntárias (tiqueira), que podem servir de reservatórios do inseto e dos enfezamentos para os cultivos de milho subsequentes.
Utilizar cultivares de milho com resistência genética aos enfezamentos para minimizar os danos causados pela doença;
Evitar a semeadura tardia do milho.


Fonte: Successfull Farming

DIMINUI A POSSIBILIDADE DE OCORRÊNCIA DE El Niño NO BRASIL PARA SAFRA 2017 A 2018

As chances de ocorrência de El Niño diminuíram bastante no último mês. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), mesmo que haja confirmação, o fenômeno será de baixa intensidade.
Com a chegada do inverno, as baixas temperaturas podem provocar a formação de geadas no Sul, Sudeste e em Mato Grosso do Sul, neve nas áreas serranas e de planalto no Sul do país, e friagem em Rondônia, Acre e sul do Amazonas.
Na região Norte há possibilidade de ocorrência de temperaturas médias abaixo do normal, isso favorecerá a incidência de friagem, principalmente no sul do Amazonas, Acre e de Rondônia.
Na região Nordeste a estação chuvosa segue até agosto, favorecendo a ocorrência de chuvas que podem ultrapassar o volume de 100 milímetros em um único dia. As temperaturas serão mais amenas ao longo da costa e no interior da região, se inicia um período seco, com temperaturas altas e baixos índices de umidade relativa.
A região Centro-Oeste já está passando por um período seco. A tendência é que a umidade relativa do ar nos próximos meses fique abaixo de 30%, com picos mínimos abaixo de 20%. As chuvas devem ficar entre normal e abaixo da média para o inverno. O período seco deve vir acompanhado de temperaturas média acima do normal, especialmente entre agosto e setembro.
Na região Sudeste o tempo seco também terá predominância, especialmente em Minas Gerais. As chuvas vão permanecer dentro do esperado, exceto em São Paulo e Rio de Janeiro que serão acima da média. Em algumas regiões as massas de ar frio podem provocar temperaturas baixas e formação de geadas, contudo as temperaturas em grande parte da região devem permanecer acima da média.
No Sul do país, as chuvas devem permanecer acima da média. O aumento de frentes frias vai contribuir para maiores variações de temperatura ao longo dos próximos meses, mas elas permanecerão abaixo da média, o que favorecerá a formação de geadas, contudo essas devem ser menos intensas que em 2016.

14 de jun. de 2017

Conab abre inscrições para novos projetos do PAA


Organizações da Agricultura Familiar, Associações e Cooperativas interessadas em vender sua produção para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) devem apresentar suas propostas a partir de hoje (14), até 14 de julho, por meio do sistema PAAnet. A seleção é para projetos de Compra com Doação Simultânea (CDS) do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) disponibilizou R$ 50 milhões para o Programa, sendo 38,5 milhões para a modalidade CDS.

A fim de proporcionar uma melhor distribuição dos recursos, o Grupo Gestor do PAA definiu que 60% da verba destinada à Compra com Doação Simultânea será destinada às regiões Norte e Nordeste. Cada organização fornecedora poderá apresentar apenas um projeto, com valor máximo de R$ 320 mil e R$ 8 mil por agricultor.

A Conab irá analisar as propostas considerando os seguintes critérios de participação: mulheres rurais; povos, comunidades tradicionais e assentados; produtores de alimentos orgânicos ou agroecológicos; agricultores de municípios em situação de insegurança alimentar; valores do projeto; e logística de entregas dos produtos. O detalhamento dos critérios está disponível na página da Conab.

Os projetos devem ser apresentadas por meio de associações ou cooperativas com DAP jurídica. Mais informações sobre a elaboração e a inscrição de propostas podem ser obtidos junto às superintendências regionais da Conab em cada estado.

A CDS tem como finalidade o apoio aos agricultores familiares, por meio de cooperativas e associações, a partir da compra de sua produção. Os alimentos adquiridos são destinados ao abastecimento da rede sócio-assistencial e também de Equipamentos Públicos de Segurança Alimentar e Nutricional, como restaurantes populares e cozinhas comunitárias.

O sistema PAAnet pode ser acessado aqui.

Mais informações para imprensa:

Gerência de Imprensa

(61) 3312-6338/ 6344/ 6393/ 2256

imprensa@conab.gov.br


Fonte : Conab

Brasil desenvolve primeiro algodão transgênico de fibra longa


Pesquisadores da Embrapa e Fundação Bahia desenvolveram a primeira cultivar de algodão transgênico de fibra longa do Brasil, a BRS 433 FL B2RF.
A nova cultivar possui comprimento de fibra superior a 32,5 mm, e elevada resistência (acima de 34 gf/tex), características consideradas ideais pela indústria têxtil para a fabricação de tecidos finos destinados à fabricação de roupas.
Atualmente, o comprimento das fibras das variedades disponíveis no mercado é de cerca de 30 milímetros. Hoje o Brasil importa fibras longas para misturar com fibras médias e produzir um fio de melhor qualidade. A nova cultivar pode ajudar a suprir a demanda interna por fibra longa.


A nova cultivar tem porte médio e ciclo longo, por isso é indicada para a abertura do plantio nos cerrados da Bahia e demais estados do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), além de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Também é recomendada para o cultivo em condições irrigadas do semiárido do Nordeste. O potencial produtivo é superior a 4.500 quilos (300 arrobas) de algodão sem caroço por hectare com rendimento de fibra em torno de 38%.
A BRS 433 FL B2RF faz parte de um conjunto de lançamentos que inclui as cultivares de algodão BRS 430 B2RF, BRS 432 B2RF. Em comum, os novos materiais apresentam alta produtividade, estabilidade de produção, fibra de elevada qualidade, além da resistência às principais lagartas que atacam o algodoeiro e ao herbicida glifosato.
As cultivares BRS 432 B2RF e BRS 430 B2RF destacam-se pelo elevado potencial produtivo. A produtividade média é superior a 4.500 quilos (300 arrobas) de algodão em caroço por hectare e a produtividade máxima pode ultrapassar seis mil quilos (400 arrobas) de algodão em caroço por hectare.
Ambas são indicadas para os cerrados da Bahia e demais estados do Matopiba, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, sendo a BRS 432 B2RF própria para a abertura do plantio em primeira safra e a BRS 430 B2RF para o meio e fechamento do plantio em primeira safra ou para segunda safra no cerrado do Centro-Oeste (safrinha). O rendimento de fibra médio da BRS 432 B2RF é de 42% e o da BRS 430 B2RF é de 40%.
As novas cultivares de algodão BRS B2RF podem ser adquiridas na Fundação Bahia.

Fonte: Grupo Cultivar