14 de jun. de 2017

Conab abre inscrições para novos projetos do PAA


Organizações da Agricultura Familiar, Associações e Cooperativas interessadas em vender sua produção para a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) devem apresentar suas propostas a partir de hoje (14), até 14 de julho, por meio do sistema PAAnet. A seleção é para projetos de Compra com Doação Simultânea (CDS) do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) disponibilizou R$ 50 milhões para o Programa, sendo 38,5 milhões para a modalidade CDS.

A fim de proporcionar uma melhor distribuição dos recursos, o Grupo Gestor do PAA definiu que 60% da verba destinada à Compra com Doação Simultânea será destinada às regiões Norte e Nordeste. Cada organização fornecedora poderá apresentar apenas um projeto, com valor máximo de R$ 320 mil e R$ 8 mil por agricultor.

A Conab irá analisar as propostas considerando os seguintes critérios de participação: mulheres rurais; povos, comunidades tradicionais e assentados; produtores de alimentos orgânicos ou agroecológicos; agricultores de municípios em situação de insegurança alimentar; valores do projeto; e logística de entregas dos produtos. O detalhamento dos critérios está disponível na página da Conab.

Os projetos devem ser apresentadas por meio de associações ou cooperativas com DAP jurídica. Mais informações sobre a elaboração e a inscrição de propostas podem ser obtidos junto às superintendências regionais da Conab em cada estado.

A CDS tem como finalidade o apoio aos agricultores familiares, por meio de cooperativas e associações, a partir da compra de sua produção. Os alimentos adquiridos são destinados ao abastecimento da rede sócio-assistencial e também de Equipamentos Públicos de Segurança Alimentar e Nutricional, como restaurantes populares e cozinhas comunitárias.

O sistema PAAnet pode ser acessado aqui.

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Fonte : Conab

Brasil desenvolve primeiro algodão transgênico de fibra longa


Pesquisadores da Embrapa e Fundação Bahia desenvolveram a primeira cultivar de algodão transgênico de fibra longa do Brasil, a BRS 433 FL B2RF.
A nova cultivar possui comprimento de fibra superior a 32,5 mm, e elevada resistência (acima de 34 gf/tex), características consideradas ideais pela indústria têxtil para a fabricação de tecidos finos destinados à fabricação de roupas.
Atualmente, o comprimento das fibras das variedades disponíveis no mercado é de cerca de 30 milímetros. Hoje o Brasil importa fibras longas para misturar com fibras médias e produzir um fio de melhor qualidade. A nova cultivar pode ajudar a suprir a demanda interna por fibra longa.


A nova cultivar tem porte médio e ciclo longo, por isso é indicada para a abertura do plantio nos cerrados da Bahia e demais estados do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), além de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás. Também é recomendada para o cultivo em condições irrigadas do semiárido do Nordeste. O potencial produtivo é superior a 4.500 quilos (300 arrobas) de algodão sem caroço por hectare com rendimento de fibra em torno de 38%.
A BRS 433 FL B2RF faz parte de um conjunto de lançamentos que inclui as cultivares de algodão BRS 430 B2RF, BRS 432 B2RF. Em comum, os novos materiais apresentam alta produtividade, estabilidade de produção, fibra de elevada qualidade, além da resistência às principais lagartas que atacam o algodoeiro e ao herbicida glifosato.
As cultivares BRS 432 B2RF e BRS 430 B2RF destacam-se pelo elevado potencial produtivo. A produtividade média é superior a 4.500 quilos (300 arrobas) de algodão em caroço por hectare e a produtividade máxima pode ultrapassar seis mil quilos (400 arrobas) de algodão em caroço por hectare.
Ambas são indicadas para os cerrados da Bahia e demais estados do Matopiba, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, sendo a BRS 432 B2RF própria para a abertura do plantio em primeira safra e a BRS 430 B2RF para o meio e fechamento do plantio em primeira safra ou para segunda safra no cerrado do Centro-Oeste (safrinha). O rendimento de fibra médio da BRS 432 B2RF é de 42% e o da BRS 430 B2RF é de 40%.
As novas cultivares de algodão BRS B2RF podem ser adquiridas na Fundação Bahia.

Fonte: Grupo Cultivar

22 de mai. de 2017

APPAMA ALMEJA IMPLANTAR PISCICULTURA MODELO NO MINICÍPIO DE MALHADA







É notório que a decadência de pescado no rio São Francisco já é uma realidade "nua e crua". O consumo de pescado, comum e farto entre os malhadenses a algumas décadas passadas, tornou- se irrisório  até a presente data. Com a falta de enchentes regulares e acúmulo de água nos berçários da depressão San Franciscana e de seus afluentes, as espécies mais comuns de peixes da bacia deixam de se proliferar em abundância; desfavorecendo o equilíbrio econômico da cadeia produtiva do pescado e causando supressão econômica  ao seu  maior protagonista; o  pescador artesanal.
O município de Malhada, conhecido como exportador de pescado para os grandes centros  do estado, vive a inconfortável situação de importar peixe, inclusive de outros estados, para manter  a chama do negócio acesa até a volta dos bons fluídos emanados do grande  e sucateado Velho Chico.Diante desta catástrofe sócio ambiental, é imprescindível que responsavelmente nos adaptemos à falta da misericordiosa abundância, não só de peixe mas de água também. É preciso investigar as possíveis faltas desses recursos  num futuro bem próximo ou estaremos vivendo numa roleta russa ,acontecendo diante dos nossos olhos, sem o tratamento crítico e reflexivo para barrá-la a tempo. 
Neste alterado contexto, a APPAMA - Associação dos piscicultores e pescadores artesanais do município de Malhada -vem atuando em prol da provação de mudanças, contribuindo para inserção de políticas públicas, atreladas às ambientais, que resgatem o potencial da cadeia em questão no município.Uma das medidas mais importantes foi a agregação de forças e ideias claras a respeito do que se pode fazer emergencialmente para dar início a um projeto amplo e de extrema relevância para grande parte dos pescadores malhadenses.De imediato a organização, hoje dirigida pelo senhor Vasconcelos,pleiteia juntamente com outras entidades locais a um subprojeto do programa Bahia Produtiva que, sem sombra de dúvidas, servirá de modelo para inserção da piscicultura tecnológica e rentável para os envolvidos e para o município. 
Mais ainda, além de geração de renda, almeja-se que esta unidade ou projeto a ser instalado em Malhada; passa a ser reconhecida pelos órgãos estaduais e municipais como uma futura estação de difusão de conhecimento e tecnologias para o setor.     

17 de mai. de 2017

PROGAMA BAHIA PRODUTIVA INVESTIRÁ MAIS DE UM MILHÃO NA AGRICULTURA FAMILIAR MALHADENSE





















Com apoio exclusivo dos representantes do legislativo malhadense, representado pelos vereadores Manoel Messias, Jorge Aragão,Mero e Juliene; e do então secretário de agricultura e meio ambiente,Sr. José Castor,aconteceu na sede do sindicato dos trabalhadores rurais de Malhada uma promissora reunião orquestrada pelo coordenador do Setaf - Serviço de  territorial de apoio a agricultura familiar do território Velho Chico,Sr. Gilmário Mendes.Na ocasião foi manifestado pelo secretário José Castor total apoio institucional aos trabalhos de implantação dos subprojetos  pleiteados pelas as associações contempladas pelo Programa Bahia Produtiva, como também anunciou a adesão ao termo de compromisso de criação do Semaf - Serviço municipal de apoio à agricultura familiar; importante órgão de fortalecimento do serviço de ATER e extensão rural no município.
A parceria entre estado e município,representada pelo Setaf, pelos vereadores,secretário de agricultura, associação de Tomé Nunes,Ilha de Zezé e Appama da sede de Malhada  inicia-se com muito otimismo entre os envolvidos, principalmente os agricultores que já estão colhendo os primeiros sinais de erguimento de um novo tempo promissor para as entidades organizadas do Velho Chico.Com a presença da maioria dos sócios das três associações e seus presidentes foi celebrado entre o Setaf (representando o governo estadual) do Velho Chico e associação dos renascentes de quilombolas do povoado de Tomé Nunes o convênio de investimento de uma agroindústria na comunidade de Tomé Nunes com valor aproximado de 270 mil reais.Investimento que incrementará mais  produtos industrializados, já comercializados através do PAA.

6 de fev. de 2017

Bahia Produtiva lança editais de apoio às cadeias produtivas da fruticultura, oleaginosas e mandiocultura


Estão abertas as inscrições para os editais de apoio às cadeias produtivas da fruticultura, mandiocultura e oleaginosas, do Bahia Produtiva, projeto executado pelo Governo da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Os três editais terão investimentos na ordem de R$ 39 milhões, sendo R$ 26 milhões para a cadeia produtiva da fruticultura, R$ 10 milhões, para a mandiocultura e R$ 3 milhões, de apoio à cadeia produtiva das oleaginosas. As manifestações de interesse podem ser enviadas até o dia 03 de março. De acordo com o coordenador do projeto, Fernando Cabral, esses novos editais terão como diferencial a focalização dos investimentos nos territórios com maior potencial produtivo. “A expectativa do Bahia Produtiva é atender as associações e cooperativas, que já desenvolvem pequenas atividades agroindustriais e precisam buscar a inserção de seus produtos em novos mercados, por meio da melhoria na produtividade, nos processos agroindustriais e qualidade dos produtos”. Segundo Cabral, é também expectativa do projeto, o recebimento de propostas viáveis, “para que os agricultores familiares atendidos com os investimentos proporcionados pelo projeto possam melhorar a sua renda e condições de vida, por meio da inclusão socioprodutiva, que é o objetivo do Bahia Produtiva”. Territórios contemplados – O edital de apoio à cadeia produtiva da fruticultura será distribuído entre as culturas do cacau, nos Territórios de Identidade Litoral Sul, Baixo Sul e Médio Rio de Contas; o dos citrus, nos Territórios Recôncavo e Litoral Norte e Agreste Baiano; o do caju, nos Territórios Semiárido Nordeste II, Sisal, Litoral Norte e Agreste Baiano e município de Água Fria, no território Portal do Sertão; o edital do café, no Sudoeste Baiano, Chapada Diamantina, Extremo Sul e município de Nova Canaã, no Médio Sudoeste; e o do coco abrangerá o território Litoral Norte e Agreste Baiano. O edital da cadeia produtiva da mandiocultura atenderá os Territórios Litoral Norte e Agreste Baiano, Portal do Sertão, Recôncavo, Sudoeste Baiano, Baixo Sul e Vale do Jiquiriçá. Poderão inscrever propostas para o edital das oleaginosas associações e cooperativas dos Territórios Piemonte da Diamantina, Bacia do Jacuípe, Sisal, Piemonte Norte do Itapicuru e Piemonte Paraguaçu. As Manifestações de Interesse deverão ser inscritas eletronicamente mediante preenchimento do formulário no sistema disponível no site www.car.ba.gov.br, com a indicação da cadeia produtiva. Poderão apresentar manifestação de interesse organizações produtivas da agricultura familiar e empreendimentos de economia solidária selecionados em outros editais do Bahia Produtiva, desde que a abordagem para o subprojeto seja diferente e que os beneficiários inscritos não tenham sido atendidos em outros editais.

FONTE: CAR

24 de jan. de 2017

Agricultores familiares da Bahia têm até 95% na renegociação de dívidas


Ilustração da internet

Os agricultores familiares baianos devem procurar as agências de relacionamento ou agências itinerantes do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para liquidação ou repactuação de suas dívidas, com até 95% de desconto. Na Bahia, a expectativa é que mais de 118 mil produtores rurais sejam beneficiados.

A ação é resultado da autorização da renegociação de dívidas contraídas com o Fundo Constitucional do Nordeste, a partir da lei 13.340, que regulamenta a liquidação ou renegociação de dívidas do Programa Nacional de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (PRONAF). Está prevista a renegociação de dívidas contraídas entre 2006 e 2011 e é aplicado em cima do valor adquirido, ou seja, com o perdão de juros e multas.

Os agricultores também poderão renegociar dívidas contraídas para compra de lotes ou para utilização para infraestrutura de irrigação de uso coletivo. As vantagens para os produtores que optem pela repactuação de suas dívidas incluem um cronograma de amortização com vencimento da primeira parcela em 2021 e da última parcela em 30 de novembro de 2030, com processo simplificado de análise da dívida.

A Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) compôs um grupo de trabalho, junto com BNB, Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAG), Federação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar  (FETRAF), Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater), Superintendência da Agricultura Familiar (SUAF) para desenvolver ações em todos os municípios do estado para que o maior número possível de agricultores familiares tomem conhecimento da lei 13.340.

Importância da adimplência

O projeto Bahia Produtiva, executado pela CAR, já investiu R$ 127.6 milhões em editais, beneficiando 13.284 produtores rurais. O coordenador do projeto, Fernando Cabral, alerta para a importância dos agricultores estarem adimplentes. “A política pública de crédito rural é de extrema importância para a viabilização dos empreendimentos financiados pelo Bahia Produtiva. Para isso, os agricultores familiares deverão está adimplentes com as instituições de crédito. Os mutuários que estão em situação de inadimplência deverão procurar o seu agente financeiro, para renegociar ou liquidar suas dívidas”.